Vicente Bastos
Soneto à princesa Januária
A Vítor Saraiva Corrêa Bastos
Dê-me seu colo farto de senhora,
E de-beber em sua agreste realeza,
Que o anil dos céus do norte, agora,
Aguça minha sede, despojada Alteza.
Um cetro de amor e de nobreza
Suas filhas o exibem, Vale a fora,
Em pele jambo e gene de princesa,
À sua cria toda o meu ser se arvora!
Quedarei a boca na teta fagueira;
- Seu desnudo torso a me fomentar -,
Num incesto casto, Alteza faceira!
Acolha-me, Princesa desse rio-mar,
Aleite este seu filho de gula ribeira,
Que o seu regaço e ventre são meu lar!
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